Entrevista – Marcia Fernandes sobre “Psicologia Positiva: teoria e prática”

Convidamos Marcia Fernandes, co autora do livro “Psicologia Positiva: teoria e prática”, para falar um pouco mais sobre o livro e o capítulo que disserta sobre Esperança na Psicoterapia. Confira a entrevista a seguir.
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Como o livro “Psicologia Positiva” pode agregar em nossas vidas?
O livro Psicologia Positiva Teoria e Prática é uma obra organizada por Andrea Perez Correa e a coordenado editorialmente por Andreia Roma, que convida aos leitores a reconhecer a importância da atitude positiva e como isto vai muito além de pensar positivo ou ignorar os conflitos naturais da vida. Os capítulos foram especialmente preparados por co-autores, especialistas em suas áreas que descrevem possibilidades para desenvolver uma vida mais significativa e feliz. O livro está dividido em 8 partes em suas 455 páginas, e oferece um vasto conhecimento sobre os fundamentos da Psicologia Positiva, o cenário no qual se insere entre as ciências de bem estar; aborda temas como a felicidade e as emoções e qualidades humanas positivas bem como suas aplicações e intervenções práticas nas organizações, na clínica, nos contextos de coaching e da educação, todos com base na ciência, como preconiza a Psicologia Positiva. A leitura dos diversos temas desperta para novas perspectivas sobre a saúde, o sentido da vida e a performance engajada.
Em seu capítulo “Esperança na Psicoterapia” você disserta sobre a Terapia da Esperança, proposta por Snyder (2000). Comente conosco qual foi sua maior fonte de inspiração ao abordar sobre a esperança.
 O tema “Esperança na Psicoterapia” foi uma sugestão da organizadora Andrea Perez, uma vez que por minha experiência clínica seria um ponto de referência muito relevante. Desde que eu conheci a Psicologia Positiva há alguns anos atrás passei a utilizar algumas atividades com os clientes e é notório que o fato de qualquer pessoa chegar a um consultório psicológico já aponta para um sentimento de esperança em se tratar. Com a Psicologia Positiva, incluímos a isto um sentido maior, pois a esperança não é passiva, ela é ativa e precisa ser desenvolvida e cuidada para que conduza a pessoa onde ela deseja ir ou onde ela se descobre desejando chegar. Além disto, a esperança pode ser compreendida não somente como um componente que surge quando as coisas vão mal e então é preciso trabalhar para ficar bem, mas como uma força de caráter, inerente a todos, porém com, digamos, intensidades diferentes de pessoa para pessoa.
Como a esperança pode nos ajudar em nosso processo de autoconhecimento e equilíbrio de emoções?
A esperança é um padrão mental, uma atitude, uma rota, uma força pessoal. Através deste processo de trabalhar a esperança e não somente deixar que a vida conduza, vemos que muitas outras virtudes são mobilizadas internamente como por exemplo: a perseverança, a criatividade, o otimismo. É possível detectar o grau de comprometimento que temos com nós mesmos na organização de pensamentos que nos conduzem e guiam para um objetivo ou no estabelecimento do caminho a ser seguido para alcança-lo. Nas palavras de C. R Snyder que configurou a teoria da esperança, “Desejar, em suma, é ter esperança”. É preciso mobilizar-se, dispor-se, permitir-se, ousar e compreender o desejo para que faça sentido e dê sentido ao processo.
A Psicologia Positiva tem como idealizador o psicólogo Martin Seligman, enquanto que os Florais, foram descobertos pelo Dr. Edward Bach. Comente conosco como a terapia floral encontra e se conecta à psicologia positiva.
Este é o tema da vídeo-aula que você encontra no Curso Avançado de Terapia Floral da Blossom. No curso, eu explico como as duas linhas se interconectam uma vez que tanto Seligman quanto Dr. Bach desvelaram suas teorias baseados no desenvolvimento das emoções positivas e como este é o caminho mais seguro para uma vida mais saudável, apoiada no propósito e no desenvolvimento de nossos talentos ou forças de caráter. Ambos, também, sugerem ideias muito semelhantes sobre bem-estar e identificam a ruptura com a convencionalidade da medicina em tratar a doença e não a pessoa. Ambas se dirigem a despertar o que há de melhor na pessoa e a capacidade inerente do ser humano de florescer e ter uma vida engajada com os ditames de sua alma.
Como a Psicologia Positiva pode contribuir para o tratamento de Terapia Floral?
Pode contribuir como uma abordagem avançada e vanguardista, a Psicologia Positiva propõe um novo olhar para a vida com propósito e significado. Isto se assemelha, ao quanto, muitas vezes, ao ler os escritos de Dr. Bach, pensávamos, como ele estava além de seu tempo. Dr. Bach postulou a felicidade e a alegria e assim, a importância de desenvolver emoções e qualidades positivas, já que são determinantes para a boa saúde e o bem estar. Além disto, a Terapia Floral, assim como a Psicologia Positiva são caminhos de auto-conhecimento e convidam a pessoa a se reinventar e a estabelecer maior consciência consigo mesma. Acredito que os dois saberes sejam complementares e sinérgicos por seu caráter transdisciplinar. As atividades sugeridas pela PP podem dinamizar sessões em terapia floral sendo um excelente recurso cientifico comprovado e que compõe com maestria e ética a conduta terapêutica.
Sobre Marcia Fernandes: Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Positiva e Psicodramatista, MBA em Coaching, Positive Coach e Educadora Floral. Docente Universitária por quinze anos, coordenou por mais de dez anos cursos de Pós-Graduação em Terapia Floral nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Professora credenciada Healing Herbs e Tutora Australian Bush Flower Essences. Facilitadora de Grupos. Consteladora Sistêmica. Membro SBCoaching e associada ao International Positive Psychology Association. Docente universitária em diversos cursos da área de saúde e bem estar. Educadora e Autora Blossom Educação em Terapia Floral. Coordenadora do projeto Trialogos Florais. Co autora no livro Psicologia Positiva: Teoria e Prática.
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